terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Renner estaria envolvida com trabalho escravo

                                                  


Bolivianos viviam em condições degradantes e 
trabalhavam mais de 16 horas por dia

Varejista recebeu 30 autuações e será multada em até R$ 2 mi; 37 funcionários bolivianos que viviam em condições degradantes e trabalhavam jornadas exaustivas foram resgatados.

Aos pés da serra da Cantareira, no bairro paulistano do Tremembé, roupas da Lojas Renner eram fabricadas por trabalhadores bolivianos em regime análogo ao escravo. Em 11 de novembro, a fábrica foi interditada pelo Ministério do Trabalho e 37 funcionários foram resgatados, dentre eles 36 adultos (21 homens e 15 mulheres) e um adolescente de 16 anos. Havia 35 mil peças da Renner, das marcas Cortelle, Just Be, Blue Steel e Blue Steel Urban.

Apesar de terem registro em carteira, os trabalhadores viviam em alojamentos em condições degradantes, tinham descontos indevidos nos salários, trabalhavam em jornadas exaustivas, eram remunerados por produção e sofriam violência psicológica, verbal e física. Identificou-se ainda o crime de tráfico de seres humanos para fins de exploração laboral. A Renner poderá ser incluída na lista suja do trabalho escravo.

A oficina prestava serviços às confecções Kabriolli e Betilha. As duas intermediárias e a oficina possuem certificação de boas práticas nas relações de trabalho da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, expedida pela empresa de auditoria Bureau Veritas. 

Na quarta-feira 26, a Renner recebeu 30 autuações referentes a cada problema identificado, o que a responsabiliza a pagar 930 mil reais aos trabalhadores por danos morais e dívidas trabalhistas acumuladas desde junho de 2013, período em que foi verificada a produção da oficina para a varejista. 

Representantes da Renner não compareceram, porém, à assinatura do Termo de Ajuste de Conduta, firmado apenas pelas duas fornecedoras, que assumiram emergencialmente o pagamento.

Carga de trabalho superava as 16 horas diárias

A Renner será multada em até 2 milhões de reais pelo ministério por infração administrativa. Outra multa por dano moral coletivo será estabelecida pelo Ministério Público do Trabalho. Os trabalhadores receberão três meses de seguro desemprego.

O boliviano M. S. produzia 26 vestimentas da Renner por hora. Em 2013, um cronômetro ao lado da máquina de costura controlava o ritmo de produção. Se a meta não fosse atingida, o valor era descontado do salário de 1,082 mil reais. 

Também eram abatidos valores de emissão de documentos, multas por não cumprimento de tarefas como lavar banheiros, pagamentos de creche e custos por materiais de trabalho quebrados. Alguns trabalhadores ficavam com saldos negativos, o que configura servidão por dívida.

Cada peça rendia 85 centavos de real ao costureiro. O marcador de tempo foi substituído neste ano pelo controle por peça produzida, o que estendia o expediente a largas horas. Trabalhava das 7 da manhã às 9 da noite e nos fins de semana. Um registro de ponto na parede servia apenas para fraudar a fiscalização.

Tímido, M.S. conta ter chegado ao Brasil em 2012 na esperança de uma vida melhor e dinheiro para enviar a familiares na Bolívia. Porém, o que ganha mal dá para sobreviver com a esposa, também costureira, e o filho de 1 ano e meio. O dinheiro que restava depois dos descontos era retido pela oficina, prática induzida pelo empregador, sob a alegação de segurança. O pagamento era feito por vales de acordo com a necessidade de gastos do funcionário. Caso quisessem deixar a empresa, não conseguiam reaver os valores retidos e a oficina proibia desligamento antes de dois anos de trabalho.

No alojamento de três andares onde viviam cerca de 20 bolivianos, cada família com crianças ocupava um cômodo, alguns separados por divisórias de madeira. Beliches, guarda-roupas e televisões compunham o ambiente mofado e com cortinas no lugar das portas. Botijões de gás estavam em locais de risco com pouca circulação de ar. Na cozinha coletiva, pequenas baratas andavam perto das comidas. Ratoeiras denunciavam a presença de roedores no local. “Submeter os trabalhadores a essas condições representa desrespeito à dignidade da pessoa humana”, lê-se no relatório dos fiscais. Certo dia, os trabalhadores reclamaram da qualidade da comida, que por vezes vinha com baratas e cabelos. No dia seguinte, não foi servido o almoço, nem havia mantimentos no alojamento para cozinhar.

Os relatos sobre os abusos só surgiram depois do resgate. No dia da fiscalização, os trabalhadores repetiam as mesmas informações de que pagavam o aluguel da moradia e trabalhavam oito horas por dia. Os empregadores diziam aos funcionários que as horas adicionais sem remuneração serviam para cobrir as despesas com o alojamento e a comida. Se quisessem morar em outro lugar, receberiam apenas 10 centavos de real a mais por peça produzida. Ao fim de dois anos de trabalho, mentiam os contratantes sobre os valores descontados para o INSS, que em vez de recolhidos eram retidos, seriam devolvidos aos costureiros.

A escravidão moderna escora-se na vulnerabilidade das vítimas, muitas vezes imigrantes que desconhecem as leis do país onde vão trabalhar. Por isso, muitas vezes torna-se uma relação consentida. “Eles ficam presos a correntes invisíveis e a libertação consiste em explicar que o acordo fechado com o empregador não está correto”, explica o auditor fiscal do trabalho Luis Alexandre de Faria. Há medo de deportação, apesar da vigência do acordo de livre circulação do Brasil com o Mercosul, Bolívia e Chile, que permite aos habitantes desses países solicitarem permanência no outro com garantia de todos os direitos civis, incluindo trabalhistas.

Para o Ministério do Trabalho, a jornada exaustiva imposta na oficina é diretamente relacionada ao baixo valor pago pela Renner e aos prazos de entrega impostos. A pulverização de fornecedores, o chamado sweatshops, comum no setor têxtil, serviria justamente para reduzir custos com a precarização do serviço. Apenas a mão de obra de maior expertise, responsável pela criação dos produtos e pelo controle de qualidade, é contratada direta das grifes. A Lojas Renner, signatária do Pacto de Erradicação do Trabalho Escravo e Pacto Global em 2013, respondeu não compactuar e disse repudiar a utilização de mão de obra irregular em qualquer etapa de produção. Segundo a varejista, o processo de auditoria e certificação de fornecedores será revisado.

Documentos obtidos pela fiscalização mostram que a Renner calcula os custos do fornecedor e determina o preço pago por peça. Uma eventual negociação de preço exigiria do fornecedor o detalhamento de cada variável de custo e sua margem de lucro. Ou seja, as grifes sabem qual o nível de subcontratação de oficinas de cada confecção. O ministério verificou que os mesmos fornecedores atuam de forma diferenciada, com costureiras próprias, quando o varejista exige e paga um preço melhor.

Diante das denúncias de uso de trabalho escravo, os grandes magazines passaram a auditar os fornecedores. Uma certificação de boas práticas foi lançada em 2010 e 7 mil empresas receberam o selo. O resultado da primeira auditoria realizada pela Renner, em 2013, foi a redução de fornecedores locais, de 636 para 551, e o aumento das importações.

As indústrias têxteis brasileiras acusam as confecções estrangeiras, principalmente as da Ásia, onde as leis trabalhistas são menos exigentes e pouco se fiscaliza, de dumping social. “É preciso exigir que todos os países sigam um padrão de leis trabalhistas, pois, se o comércio é global, os meios de produção também precisam ser”, afirma Rafael Cervone, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

O alerta foi levado pelos empresários à Organização Internacional do Trabalho na 103ª Conferência, em Genebra, em junho deste ano. Segundo o Ministério Público, uma oficina com 20 trabalhadores explorados das formas encontradas nas fiscalizações pode obter uma vantagem competitiva mensal de 20 mil dólares em relação ao empresário cumpridor da legislação.

O caso Renner indica mais uma vez que cabe às grandes grifes, maiores clientes de confecções no mundo inteiro, ir além das certificações, hoje burladas, e assumir uma remuneração pelo serviço que permita a sobrevivência de empresas seguidoras da lei. (Com a Unidade Classista/Pátria Latina)

Eletricitários debatem futuro ra Cemig

                                                           

No dia 13 de dezembro, sábado, o Sindieletro realizará o 2º Seminário "Outra Cemig é Possível", com o objetivo de discutir o atual modelo de gestão da empresa e apontar as perspectivas de mudanças para o próximo governo estadual.
Todos os eletricitários estão convidados. Em breve a organização vai divulgar a programação e os convidados. Agende de uma vez para não perder essa oportunidade de contribuir com as decisões sobre o futuro da empresa.

Funcionários fazem paralisação no Hospital João XXIII


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Movimento de Mulheres Olga Benario realiza 1º encontro estadual no Rio de Janeiro

                                                       

O Movimento de Mulheres Olga Benario realizou no último dia 29 de novembro seu 1º Encontro Estadual no Rio de Janeiro. O encontro, que teve como tema “Viver sem violência é um direito das mulheres”, começou com um debate sobre violência que contou com Izabel Solyszko, do Centro de Referência de Mulheres da Maré, Raphaela Mendes, da coordenação nacional do Olga e Luciene Lacerda, do Instituto Búzios.

Todas afirmaram que o problema da violência faz parte do sistema capitalista e patriarcal e que as mulheres precisam lutar pela transformação profunda da sociedade. Foram relatados pelas participantes do encontro vários tipos de violência contra as mulheres.

Na parte da tarde os grupos debateram a questão da mulher negra, gênero e sexualidade, direitos das mulheres à saúde, à cidade e ao trabalho digno. Ao final foi eleita a coordenação estadual do movimento, que irá organizar a luta das mulheres nos próximos anos.

O evento foi encerrado com uma confraternização e muita boa música popular ao vivo.

Todas saíram com a determinação de continuar realizando debates, encontros e atos com regularidade, pois as mulheres brasileiras estão querendo se organizar e lutar. (Com A Verdade)

MST EM SOLIDARIEDADE AO MLB - CONTRA A VIOLÊNCIA DO PREFEITO LUIZ MARINHO

                                                                 
                     AOS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS DO MLB ABC

São Bernardo do Campo, 29 de novembro de 2014

Neste dia 29 de novembro, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, estivemos juntos com as famílias de trabalhadores e trabalhadoras organizad@s pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas - MLB na ocupação Devanir José de Carvalho, em São Bernardo do Campo/SP.

Nos impressionou a disciplina e organização do MLB, que vem se constituindo num dos mais importantes movimentos de luta por moradia e reforma urbana do Brasil.

A ocupação foi despejada na enquanto as famílias almoçavam, neste mesmo dia 29/11. O suposto "proprietário" do terreno chegou pela manhã, querendo se impor, tentando entrar no acampamento. Foi logo barrado pela organização coletiva d@s trabalhadores/as.

O povo deu um exemplo de unidade e explicou que o terreno, abandonado por quase 30 anos, não cumpria sua função social.

Para surpresa das famílias a Guarda Civil Municipal GCM de São Bernardo do Campo chegou ao local sem nenhuma disposição para o diálogo. Deram 20 minutos para as famílias saírem da área. Antes de terminar o prazo iniciaram a operação militar de agressão e violência generalizada contra homens, mulheres, mulheres grávidas, crianças, idosos, jovens. Com bombas de gás e balas de borracha foram atacando tod@s. Várias pessoas ficaram feridas, foram empurradas para um barranco, caíram, tiveram seus pertences destruídos e sequestrados pela GCM, que não permitiu a retirada dos mesmos. Depois, numa operação para esconder e eliminar as provas da destruição e violência, o prefeito Luiz Marinho (PT) e seu subordinado Cícero - Comandante da Operação pela GCM, enviaram os trabalhadores da limpeza urbana para retirar tudo o que estava no local. Bolsas, carteiras, roupas e celulares das famílias foram sequestrados pela GCM.

O prefeito Luiz Marinho cometeu várias ilegalidades nessa operação, e deverá ser responsabilizado por isso.

A GCM de Marinho agiu como um grupo de segurança privado para atender os interesses de um capitalista que deixou por 30 uma área abandonada, que só servia para o consumo de drogas e para prática de violência, pois muitos estupros e mortes já ocorreram lá.

A GCM de Marinho demonstrou que o prefeito e sua secretaria de segurança estão dominados pela ideologia conservadora e pelo mais completo desprezo pelos direitos humanos, que foram amplamente violados neste dia 29/11. A GCM foi hoje um exemplo de truculência e covardia, o que prova que a militarização da segurança pública é uma política pública em São Bernardo do Campo. Ódio e violência contra os pobres, privilégios e concessões para os ricos, assim se comportou hoje o prefeito Luiz Marinho, que ao ordenar o despejo traiu todos os trabalhadores e trabalhadoras que acreditaram que ele faria um governo de "inclusão social". Presente no despejo o segurança particular do prefeito, um homem conhecido como "Luciano". Se o segurança particular do prefeito estava na área significa que o suposto "proprietário" era amigo ou gente muito influente no governo Marinho (os próximos dias vão revelar as relações misteriosas de Marinho com este capitalista).

A GCM de Marinho se afastou do sonho de ser uma polícia comunitária para se transformar numa tropa de choque e num grupo de combate dos ricos contra os pobres. Também hoje presenciamos a presença de um homem e uma mulher do setor de inteligência da GCM num carro Gol Branco com vidros escuros placa CZA 2398 São Bernardo do Campo. Esses dois participaram das agressões às famílias no acampamento e, depois, vieram provocar os trabalhadores quando estavam na frente da casa do prefeito. Essa é a GCM de Marinho, um aparato militar de repressão, nos mesmos modelos da ditadura. Essa é uma realidade inquestionável.

Esperamos que @s trabalhadores/as da GCM repudiem essa prática de criminalização dos movimentos sociais.

Nós, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sempre estaremos juntos das causas justas e das lutas populares urbanas, pois só a unidade entre a classe trabalhadora do campo e da cidade vai mudar, de fato, o Brasil.

Repudiamos esta atitude do prefeito Luiz Marinho, que com essa truculência e covardia só mostrou que prefere ficar ao lado da especulação imobiliária do que ao lado do povo trabalhador que luta por moradia digna.

Num momento de ofensiva das forças da direita contra as conquistas populares, o prefeito Luiz Marinho deveria sim apoiar os movimentos que lutam por moradia, mas se comportou como a própria direita, que hoje comemora a expulsão dessas famílias.

Seguiremos juntos com o MLB, o MTST e todos os que lutam por um Brasil mais justo, livre e democrático, com reforma agrária e urbana.

Convocamos todos os movimentos e organizações a se somar nessa denúncia contra estas gravíssimas violações dos direitos humanos.

Às famílias que sofreram esta violência, em especial às crianças, deixamos nossa solidariedade e nosso compromisso de caminhar juntos com vocês até a vitória.

MST E MLB juntos nas lutas por reforma agrária e reforma urbana!!!!

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST

NÚCLEO CARLOS MARIGHELLA - MST NO ABCDMRR

Greve geral paralisa a Grécia

                                     

A Grécia esteve paralisada quinta-feira (27) pela segunda greve geral deste ano. A paralisação foi convocada pela Confederação dos Sindicatos de Funcionários Públicos (ADEDY) e pela Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia (GSEE), que congrega os trabalhadores do setor privado. 

A greve geral é um protesto contra as políticas de austeridade do governo grego de Antonis Samaras (foto), nomeadamente a eliminação de postos de trabalho no setor público e alterações à legislação trabalhista que permitam a total liberação das demissões coletivas. 

Estas duas alterações são imposições da Troika (Comissão Europeia, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional) que pretende realizar uma nova demissão de 5.500 funcionários públicos até ao final de 2014, perfazendo um total de 14.000 demissões na administração pública ao longo deste ano. A Troika pretende ainda a legalização total da demissão coletiva e limitação do direito de greve. 

As centrais sindicais denunciam “as medidas governamentais que empurram o país para a Idade Média social, provocam o desemprego e convertem os trabalhadores na variável de ajuste da crise e do déficit”. A greve geral teve elevada adesão no setor público, paralisando escolas e serviços de saúde, onde só funcionaram os serviços mínimos. Os jornalistas paralisaram dois dias. 

O transporte público não funcionou. Os transportes aéreos paralisaram completamente, devido à greve dos controladores. O ponto alto do protesto foi a manifestação ao meio-dia no centro de Atenas, que mobilizou 35.000 a 40.000 pessoas, segundo as centrais sindicais. Algumas das palavras de ordem com mais destaque foram “Não ao trabalho medieval” e “Contrato coletivo já”.

Segundo a agência Efe, os dados macroeconómicos da Grécia apontam que em seis anos de políticas de austeridade a Grécia perdeu um quarto da sua riqueza. De acordo com a OIT, desapareceram um quarto dos postos de trabalho, a taxa de desemprego atinge 25,9% da população ativa e os salários baixaram 23,8% desde 2010. No próximo dia 7 de dezembro, o parlamento grego votará o orçamento do estado para 2015, no qual estão previstos novos cortes, nomeadamente na saúde e na escola pública. 

A Troika pressiona o governo grego para agravar os cortes orçamentais e ameaça não desbloquear os 1.800 milhões de euros de empréstimo ao governo grego previstos para 31 de dezembro. O governo grego anunciou nesta semana a possibilidade de se prolongar o programa de resgate para 2015. As negociações entre a Troika e o governo grego terminaram nesta quarta-feira sem acordo. A Troika exige novos cortes orçamentais num montante entre 2.600 e 3.600 milhões de euros. (Com a Andes)

Presidente da Fenaj defende marco regulatório da imprensa

                                                                      
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Augusto Schröder (foto Agência Brasil), pontuou no último domingo (30/11) que o governo deve voltar a discutir a regulamentação da mídia, embora a presidente pareça não simpatizar com o tema. A declaração foi feita durante um evento em Fortaleza para promover o Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa, programado para 2015.

Em entrevista ao jornal O Povo, Schröder destacou que o marco regulatório não pode atender às necessidades de nenhuma forma de governo ou partido. Ele planeja enviar uma mensagem sobre o assunto à presidente Dilma Rousseff (PT).

"A reforma do marco regulatório não pode ser uma reforma do PT, nem mesmo dos jornalistas ou das empresas de comunicação. Esta reforma tem que atender às necessidades da sociedade brasileira. O problema é que tem uma parte do partido dela que imagina que uma regulação da mídia impediria a saída de capas como a da Veja às vésperas da eleição, isto é ingenuidade e um equívoco", disse.

O presidente da Federação também comentou sobre os episódios em que a revista IstoÉ foi proibida de circular no Ceará, devido à publicação de reportagem que citava o governador Cid Gomes nas delações do senhor Paulo Roberto Costa.

Para ele, é preciso criar mecanismos intermediários nos quais os jornalistas também possam discutir dentro dos seus ambientes de redações. "Não é possível que a gente reivindique liberdade de expressão e esteja produzindo um mal jornalismo", acrescentou. (Com o Portal Imprensa)