terça-feira, 16 de setembro de 2014

Acampamento de mais de cinco anos sofre ameaças em Jordânia

                                                                         
De acordo com denúncias de famílias que vivem no acampamento Vida Nova, em Jordânia-MG, nos últimos meses, os acampados vem sofrendo ameaças de morte por parte das pessoas que se dizem proprietárias da área onde o acampamento está localizado. A denúncia é do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Jordânia, que também relata ameaças feitas aos dirigentes do Sindicato.

O caso vem sendo acompanhado pela diretoria e assessoria de reforma agrária da Fetaemg e conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais (CPT-MG).

O acampamento Vida Nova foi montado há mais de cinco anos, onde atualmente vivem 25 famílias. De acordo com o Sindicato, os trabalhadores rurais acampados e dirigentes sofrem ameaças desde a criação do acampamento, porém as ameaças se intensificaram a partir de outubro de 2013, Já foram registrados dois boletins de ocorrência (BOs) das ameaças na delegacia local.

Em julho, trabalhadores identificaram um grande desmatamento com extração de madeira na mata pertencente ao acampamento. A área teve perícia da polícia florestal, que registrou boletim de ocorrência da denúncia. Em agosto, o barraco de uma acampada e diretora do STR de Jordânia foi arrombado, e as ferramentas usadas no ato foram deixadas no local. Nada foi levado, mas a trabalhadora registrou ocorrência do fato em mais um boletim policial.

Outros dois barracos foram atacados no final de agosto. Dessa vez, atearam fogo às moradias dos trabalhadores. No primeiro deles, além dos danos ao barraco, o incêndio matou o cachorro e algumas galinhas. O trabalhador chegou a ver o executor do crime, e levantou três suspeitos ao registrar o boletim de ocorrência. Há mais ameaças de incêndios criminosos em outros barracos, também registrados em BOs.

Providências legais já foram solicitadas, e o Ministério Público está tomando as providências legais.

A Fetaemg, junto com a Contag, está apoiando os acampados e pede providências práticas às autoridades competentes para evitar que tragédias maiores possam acontecer. (Com a Fetaemg)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SJSP e Arfoc-sp querem reverter decisão judicial contra fotógrafo

                                                      
               
                                                                                                                 mosaico3

 O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (ARFOC) realizaram na noite desta quarta-feira (10) um ato de repúdio contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que reverteu a sentença de indenização do  repórter fotográfico Alexandro Wagner Oliveira da Silveira e o responsabilizou por ter o olho perfurado por um tiro de bala de borracha disparado pela Tropa de Choque da PM.

Assédio moral na Cemig, denuncia o Sindieletro em seu site

                                                                    
O Sindieletro recebeu várias denúncias de que a Cemig vem convocando trabalhadores para interrogatórios, criando constrangimento entre eletricitários que buscam o direito ao adicional de periculosidade. 

Pela apuração, o trabalhador está sendo convocado de última hora e vai para sindicância sem saber do assunto. É constrangido a dar depoimento sob pressão psicológica dos coronéis da empresa. Depois, o depoimento é usado contra eles.

A orientação do Departamento Jurídico do Sindieletro é clara: quem for convocado deve comunicar imediatamente o fato ao Sindicato. Ele também pode usar o direito de permanecer em silêncio e ser acompanhado por um advogado.

Ao comunicar a convocação ao Sindieletro, o eletricitário terá o apoio da entidade para evitar que a Cemig use de um recurso dos tempos da ditadura, autoritário e prejudicial,

Vladimir Putin condecora o repórter Andrei Stenin, morto na Ucrânia

                              

O Kremlin informou em sua página oficial na última sexta-feira (5/9), que  o presidente russo Vladimir Putin outorgou ao fotógrafo Andrei Stenin, assassinado na Ucrânia, a Ordem da Coragem.

A cerimônia aconteceu no centro de imprensa da agência de notícias em Moscou, com uma última homenagem a Stenin. O fotógrafo foi enterrado no cemitério de Trouyekurovskoye, na capital russa.

No site, o governo da Rússia afirma que Putin condecorou com a Ordem da Coragem o correspondente fotográfico da Agência Rossiya Segodnya, Andrei Stenin, pelo valor e a ousadia que mostrou ao cumprir seu dever profissional.

O caso

O repórter fotográfico Andrei Stenin desapareceu no sudeste da Ucrânia no início de agosto, onde ele fazia cobertura dos conflitos na região.

No entanto, na última quarta-feira (3/9), foi confirmado que ele morreu há um mês, quando o carro em que estava foi atingido por balas e queimado em uma estrada na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.

(Com informações do Portal Imprensa/ABI)

Petrobras, corrupção, terceirização

                                                 


Dos 425 mil trabalhadores da Petrobrás, pouco mais de 15%, 65 mil, são concursados. Os demais 360 mil são terceirizados

Uma proposta de greve nacional dos petroleiros foi o principal encaminhamento ao final de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, na terça-feira (9/9), e presidida pelo deputado estadual Paulo Ramos (PSOL). A greve, sugerida pelo procurador Marcelo José Fernandes da Silva, do Ministério Público Federal do Trabalho, teria o propósito de pressionar o governo federal para que dê um basta no acelerado processo de terceirização da força de trabalho da Petrobrás e contra a corrupção e sucateamento da estatal. Dos 425 mil trabalhadores da Petrobrás, pouco mais de 15%, 65 mil, são concursados. Os demais 360 mil são terceirizados.

Durante a audiência, o procurador anunciou que foi dado um ponto final em longa e frustrada tentativa de negociação, por cerca de dez anos, com a direção da Petrobrás, que se recusa a substituir a mão de obra terceirizada por servidores concursados, conforme exige a legislação. Ele informou que o Ministério Público do Trabalho vai dar entrada em ação por improbidade administrativa. Para ele, a terceirização é margem para a corrupção e o desmonte da empresa.

“Vamos entrar com ação por improbidade administrativa por que a empresa não apresentou um único argumento plausível para essa situação. Não vale o argumento de que foram proibidos os concursos nos governos Collor de Mello, Itamar Franco e FHC, afinal, o problema persiste e até se agravou ainda mais nos últimos 12 anos”, esclareceu o procurador. 

Segundo ele, em 95, havia 40 mil concursados e 70 mil terceirizados. “Essa situação deve ser tratada no âmbito do Código Penal. A lição que fica é a de que vale a pena ser picareta, vale a pena burlar o sistema”, desabafou o representante do Ministério Público do Trabalho, ao lembrar que sequer os 70 mil aprovados em concurso de 2005 não foram chamados.

Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) e membro do Conselho de Administração da estatal, Silvio Sinedino alertou para um dos mais graves impactos da terceirização na instituição: “Dos acidentes com mortes, 90% envolvem trabalhadores terceirizados, que recebem menos treinamento e atuam em atividades de maior risco, feitos assim de buchas de canhão”. Sinedino defendeu a mudança do caráter do concurso público para petroleiros e que este se apresente como uma oportunidade de efetivação dos trabalhadores terceirizados.

O diretor do Sindipetro Edson Munhoz apontou a terceirização da força de trabalho na Petrobrás como reflexo do modelo econômico neoliberal, que tem favorecido os interesses do lucro de empresas em prejuízo dos direitos dos trabalhadores também em outros setores, como na educação e na área da comunicação. “A terceirização tem sido uma forma de privatização da Petrobrás”, acusou. A diretora Fabíola Mônica, da Comissão da Verdade do Sindipetro e da Federação Nacional dos Petroleiros, afirmou que desde o tempo da ditadura empresarial-militar houve tentativas de privatização “por debaixo dos panos” e fez uma ressalva: “Somos contra a terceirização e não contra os terceirizados, eles próprios prejudicados por esse modelo”.

Para o conselheiro da Petros Paulo Teixeira, a terceirização de trabalhadores representa grave ameaça até mesmo para a segurança nacional, posto que essa é uma política de gestão adotada inclusive na atividade fim. Ele vê com preocupação, especialmente, os impactos da terceirização dos serviços em áreas estratégicas como no Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes). “A falta de estabilidade desses funcionários afeta o funcionamento do sistema”.

O petroleiro geofísico Brayer Lira, diretor licenciado do Sindipetro, reforçou essa preocupação ao revelar que há terceirizados, a serviço de empresas privadas, atuando no processamento de dados sísmicos, etapa de prospecção de novos poços. Ele lembrou que há mais de 60 processos trabalhistas na Justiça de terceirizados que mesmo depois de aprovados em concurso da estatal não foram efetivados.

Ao final da audiência, além da proposta da organização de uma greve nacional dos petroleiros, também houve propostas de criação de um conselho popular de fiscalização da Petrobrás. “É preciso uma forte mobilização dos petroleiros e de toda a sociedade para estancar esse processo de privatização na Petrobrás e o seu sucateamento; apesar de toda a criminalização daqueles que lutam, por meio até de assassinatos ou demissões e assédio, é preciso não desistir de resistir e lutar”, concluiu o deputado estadual Paulo Ramos.

Corrupção na Petrobrás na década de 90

O aposentado Nilton Cesário, ex-presidente do Sindipetro-Caxias, denunciou que a corrupção na Petrobrás não é fenômeno recente. Segundo ele, vem da década de 90 o esquema de favorecimento a algumas empreiteiras por meio do pagamento de propinas a funcionários da estatal e a políticos com mandatos no Legislativo e no Executivo. “Quem afundou a P-36 (por exemplo) foi o governo Fernando Henrique Cardoso”, acusou Cesário.

De acordo com o petroleiro, em 1995 o diretor Paulo Roberto Costa, por exemplo, junto de outros funcionários, já fazia parte desse tipo de esquema e foi um que “bancou o processo de terceirização” na empresa. “Denunciamos na época ao Ministério Público Federal esse esquema, que identificamos como responsável pelo desvio de US$ 207 milhões da Petrobrás”, contou Cesário.

As viúvas da Petrobrás

Também participaram da audiência pescadores que acusam a Petrobrás de não ter dado o tratamento adequado para compensar os danos provocados pelo derramamento de óleo na Baía de Guanabara, ocorrido há 14 anos. Até hoje os pescadores ou suas viúvas lutam pelo recebimento de indenização no valor estimado ao todo em R$ 50 milhões devidos pela estatal. 

“Não só não recebemos a indenização devida, como o problema da poluição da baía pelas refinarias ainda é grave e pode chegar o dia em que não vai ter mais peixe pra gente pescar”, reclamou pescador Milton José Leite Filho, o Pardal. Integrante do Fórum dos Pescadores e Amigos do Mar, Roberto Moreno também denunciou os assassinatos de pescadores por milicianos a serviço dos canteiros de obras da Petrobrás na Baía de Guanabara. (Com a Unidade Classista)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

CAMPONESES RELATAM SEQUESTRO, TORTURA E CÁRCERE PRIVADO




O latifundiário Heládio Cândido Senn (conhecido como Nego Zen) e seu bando armado, sequestraram doiscamponeses no dia 4 de setembro numa estrada que dá acesso ao acampamento Gilson Gonçalves no município de Chupinguaia-RO. 

Além de terem sido sequestrados, os camponeses Daniel e Paulo Sérgio foram submetidos a cárcere privado, e sofreram torturas física e psicológica.

Nego Zen responde a dezenas de processos na justiça trabalhista, agora deve responder também por esses crimes. Diversas entidades estão tomando as medidas para que o latifundiário e seus pistoleiros sejam punidos.

 Também vão pedir que a Ouvidoria Agrária e Comando Geral da PM tomem providências em relação a possível participação de policiais militares no sequestro dos camponeses e de sua atuação com bandos armados.

Mais informações: http://resistenciacamponesa.com/noticias/676-camponeses-foram-sequestrados-e-mantidos-presos-em-fazenda