domingo, 28 de setembro de 2014

Domingos Meirelles é o novo presidente da ABI

                                                            

O jornalista Domingos Meirelles foi eleito Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pela Chapa Vladimir Herzog.  Pela primeira vez na história da entidade, um repórter assume a Presidência da Casa dos Jornalistas.

Duas chapas concorreram à eleição.  A Chapa Vladimir Herzog teve 218 votos e a Chapa Prudente de Morais, neto  147, sendo apurados dois votos nulos. O pleito foi realizado em seis capitais – Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Maceió, Brasília e São Luís.

No maior colégio eleitoral da entidade, no Rio de Janeiro, com 303 eleitores, a Chapa Vladimir Herzog conquistou 167 votos e a Prudente de Morais, neto, 134. Após a apuração dos votos, o presidente da Mesa Diretora, Marcus Miranda, proclamou a vitória da Chapa Vladimir Herzog.

Este foi o pleito com a maior participação de associados da história da entidade.

O novo presidente da ABI é também escritor com várias obras publicadas, entre elas “As Noite das Grandes Fogueiras – Uma História da Coluna Prestes( Prêmio Jabuti de Reportagem de 1996), e “1930”. Os Órfãos da Revolução”, vencedor do Jabuti de 2006, na categoria Ciências Humanas.

Depoimentos:

Tarcísio Holanda, presidente interino da ABI

- A história da ABI se confunde com a do Brasil, e é por isto que esta eleição é de grande importância para a entidade. Na data de hoje a ABI comemora a continuidade da democracia quatro décadas após o fim do regime militar.

Paulo Jerônimo, candidato à vice-presidência na Chapa Vladimir Herzog

- Os membros de ambas as chapas que estão concorrendo à eleição da ABI estão se esforçando com o objetivo de resgatar a ABI desta crise que a Casa do Jornalista está enfrentando.

Hélio Fernandes

- Este é um momento divisor da ABI. Após mais de cem anos de fundação, considero esta eleição a mais importante de todas porque vem de um período após a gestão de Barbosa Lima Sobrinho, de terrorismo total. Vamos reconstruir a Casa do Jornalista e conquistar a juventude que já nem se lembra mais da ABI.  Hoje em dia as pessoas não vão mais às redações, não circulam pelo Centro da cidade, trabalham em casa e não tomam conhecimento da ABI, que é um dos órgãos mais importantes do jornalismo desde a sua criação.

Pinheiro Júnior

- Tenho amigos nas duas chapas.  Acredito que a ABI está vivendo um momento excepcionalmente bom. Depois desta eleição, a ABI vai ressurgir mais forte do que nunca.

Murilo Melo Filho

- Este pleito democrático se passa com muita elevação de conteúdo e de boa conduta de todos. A ABI está muito honrada com a presença de pessoas tão importantes, que farão a melhor escolha possível, pois são homens muito tarimbados. Quando acontece uma eleição é preciso aproveitar o momento de  realizarmos a nossa obrigação democrática.

Zilda Ferreira

- O processo democrático é muito importante. Esperamos que outras eleições se repitam de forma democrática e limpa, como a Casa do Jornalista merece. Esperamos que o vencedor deste pleito respeite a trajetória histórica da ABI em defesa das liberdades.

Ferreira Gullar

- A ABI é uma instituição fundamental no cenário político-social do País, e da imprensa nacional. No meu caso, eu viria participar desta eleição nem que eu precisasse vir arrastado para cá (risos), imbuído pelo desejo de votar no candidato que escolhi.

Gioconda Cavalieri

- A ABI deve tomar um novo rumo; o caminho dos antigos presidentes desde Hebert Moses, Danton Jobim, Prudente de Moraes, neto, e, Fernando Segismundo, de que sou viúva. Ele entrou nesta Casa aos 23 anos de idade, pelas mãos de Hebert Moses,  e nunca mais saiu. Naquela época aconteciam muitas confraternizações dentro e fora da ABI,  que reuniam os presidentes e grandes jornalistas. O Departamento Cultural, por exemplo, anteriormente tão prestigiado, praticamente acabou.

Lóris Baena

- Fiz várias matérias para o Jornal da ABI pelo Departamento de Esportes. Comecei a trabalhar nesta área aos 21 anos. Espero que nas eleições desta sexta-feira, 26 de setembro, ganhe o melhor; aquele que realmente estiver empenhado em trabalhar para reerguer a nossa entidade, que está praticamente esquecida pela opinião pública e pelos jovens de forma geral. A ABI precisa voltar a ser a grande entidade que foi no passado.

Geraldo Pedrosa

- Esta eleição está sendo um excelente acontecimento. Estou muito satisfeito pela forte presença de jornalistas aqui, muitos dos quais trabalharam comigo, como Wilson Alves e Arlérico Jácome.

Amiccucci Gallo

- Esta eleição significa a transformação para uma realidade melhor. A ABI precisa se reerguer e, para isso, é necessário um conjunto de pessoas sérias. Este é o nosso momento.

Siro Darlan

- O pleito desta sexta-feira, dia 26 de setembro é fundamental para o fortalecimento e a renovação da ABI, que é o órgão máximo da Comunicação e precisa ser politicamente prestigiada.

Fernando Foch

- Toda a eleição é uma demonstração do exercício da cidadania, portanto, meus aplausos para a ABI. O destino da entidade será definido neste importante pleito. Vamos esperar os resultados das urnas. A renovação pela via democrática é sempre relevante.

Ancelmo Gois

- Participo de eleições na ABI há muito tempo. Integrei um movimento que trouxe de volta a figura de Dr. Barbosa Lima Sobrinho. Fomos eleitores do Dr. Prudente de Morais, neto, um grande presidente desta Casa. Durante toda a minha vida correrá em minhas veias o sangue da ABI. Fico emocionado todas as vezes em que entro nesta entidade, que representa a minha Casa, que me defendeu quando fui perseguido pelo regime militar. Minha paixão por esta Casa é total e absoluta. Eu sou da ABI!

Daniel Mazola

- Estou com a Chapa Vladimir Herzog porque nosso compromisso é com as demandas sociais, em defesa do jornalismo libertário e pela renovação do quadro social. Domingos Meirelles está talhado para lutar por essas bandeiras.



Propostas da Chapa Vladimir Herzog

1) Assistência médica e outros benefícios

Ambulatório na ABI

Seguro de vida e outros benefícios

Novos convênios Médico-hospitalares

2) Uma nova administração

Gestão compartilhada

3) Geração de empregos

Revitalização da Imprensa do Interior

Cadernos de Jornalismo ABI

Cursos Livres

4) Atividades Culturais

Sessão Livre

5) Um novo pacto social

Criação de um Fórum de Políticas Públicas

6) Valorização do Patrimônio recuperação do Edifício-sede

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

REAJUSTE SALARIAL NOS CORREIOS

                                                             

         Acordo no TST evita greve nacional dos empregados dos Correios


Vinte sindicatos de empregados dos Correios fecharam quarta-feira (24/9), no Tribunal Superior do Trabalho, acordo coletivo para os anos de 2014 e 2015. De acordo com a empresa, menos de 300 empregados, de um total de 120 mil, continuam em greve nos estados de Minas Gerais e Roraima. "O acordo evitou uma greve nacional da categoria", afirmou o ministro Ives Gandra Martins Filho, vice-presidente do TST, que conduziu a mediação que resultou no acordo. 

O reajuste salarial ficou em 6,5%, a ser pago em forma de gratificação, com reflexos em verbas trabalhistas como férias, 13º e FGTS. O reajuste não será menor do que R$ 200, mesmo quando o percentual corresponder a quantia inferior.

Dos 36 sindicatos da categoria, 20 fecharam o acordo no TST, o que corresponde a cerca de 60% do total de trabalhadores. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras dos Correios (Findect) e seus seis sindicatos filiados aderiram ao acordo.

A Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) não assinou o acordo porque, dos 30 sindicatos filiados, 14 aceitaram a proposta. Um dos sindicatos filiados, o da Bahia, não se pronunciou porque se encontra sob intervenção judicial.

O vice-presidente do TST considerou o acordo histórico porque "ocorreu antes do ajuizamento do dissídio coletivo e de uma situação de greve". Ives Gandra Filho conseguiu, além da aceitação pela empresa de várias cláusulas de interesse dos trabalhadores, que não houvesse o corte de ponto dos atuais grevistas, devido, inclusive, à pequena adesão ao movimento.

Antes da audiência da mediação, a vice-presidência fez 11 reuniões com as partes buscando a conciliação. Por causa dessa negociação, a categoria, em sua maioria, não entrou em greve, e a empresa não acionou a Justiça do Trabalho. Os Correios se comprometeram, agora, a ajuizar dissídio coletivo solicitando a extensão do acordo aos filiados dos outros sindicatos que não aderiram a ele. O pedido, assinalou Ives Gandra Filho, será analisado pelos integrantes da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST, quando do julgamento do dissídio.
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Trabalhadores dos Correios mostram disposição de luta, mas direções sindicais não se jogam a favor da greve

Em São Paulo e Rio de Janeiro, sindicatos dirigidos pela CTB manobram as assembleias e contrariam vontade dos trabalhadores em ir à greve contra acordo rebaixado

A campanha salarial dos trabalhadores dos Correios – cuja data base é em agosto – tem se enfrentado com as direções dos sindicatos filiados às centrais governistas, que contrariaram a vontade da base de ir à greve e impõem a aceitação de proposta rebaixada da empresa “ganhando” a assembleia na marra.

O movimento grevista que poderia ter se configurado nacionalmente foi marcado pela falta de democracia operária e por manobras impostas por dirigentes sindicais em assembleias realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, as duas maiores bases sindicais da categoria.

Essa é a avaliação feita pela Oposição Nacional dos Trabalhadores dos Correios da CSP-Conlutas.

Em São Paulo, um vídeo mostra que, durante a assembleia realizada no dia 16, os trabalhadores recusam a proposta da empresa e aprovam a greve, contudo, a direção pelega ignora a votação e aprova na marra a proposta de aceitação do acordo rebaixado. (confira o vídeo)

No Rio de Janeiro, os trabalhadores enfrentaram o mesmo ataque.

De acordo o membro da Oposição dos Correios da CSP-Conlutas, Heitor Fernandes, na sexta-feira (19) a assembleia também foi manobrada. “Aprovam no grito a proposta da empresa, quando visivelmente mais de 70% dos trabalhadores era contrário ao acordo”, conta, indignado.

A assembleia foi marcada pela revolta da categoria que indignada seguiu o carro de som.  Os seguranças foram acionados e agiram brutalmente agredindo os grevistas.

Ainda segundo o membro da Oposição dos Trabalhadores dos Correios da CSP-Conlutas, os ecetistas estão inconformados com a forma de condução da assembleia e vão acionar a justiça. “Nós, da Oposição, vamos acionar o Ministério Público pedindo a destituição da atual direção que feriu o estatuto do sindicato ao não levar em conta a vontade da base”, explica Heitor.

“Nós tínhamos condições favoráveis para mantermos a greve, estamos vendo outras categorias, como bancários indo para a greve para lutar por direitos e podemos seguir o mesmo exemplo contra a proposta rebaixada da empresa”, compara.

Segundo o dirigente, é importante lutar contra essa proposta que pode servir de exemplo para que outras empresas empreguem os mesmos acordos rebaixados às diversas categorias. “Essa proposta é um balão de ensaio para que se empregue a política de reajustar salários com gratificações, sem aumento real”, argumenta.

Contra proposta rebaixada, mobilização e unidade

A proposta da empresa prevê uma gratificação, chamada de GIP (Gratificação de Incentivo à Produtividade) que equivale a 6,5% do salário com valor mínimo de R$ 200 a ser pago de maneira gradativa, no passar dos anos. Esse valor será incorporado ao salário somente quando a empresa obtiver o lucro acumulado acima de R$ 2 bilhões. “Vamos depender da rentabilidade da empresa para ganharmos esse bônus. Não podemos aceitar. E diante dos rumos da economia, esse montante é quase impossível de ser atingido”, questiona Heitor.

Reunião no TST

Na reunião de conciliação realizada quarta-feira (24) entre as federações de trabalhadores e a empresa ficou definido que os acordos seriam fechados entre a empresa e os sindicatos. O membro da Oposição Nacional dos Trabalhadores dos Correios da CSP-Conlutas, Giovani Zoboli, que esteve presente na reunião, a ECT tentará estender para todos os sindicatos o acordo, mesmo para as bases em que não foi aprovado, via dissídio de extensão.  “A empresa vai empurrar esse acordo a goela baixo, passando por cima da decisão das federações”, destacou. (Com a Assessoria de Imprensa do TST/Conjur/Conlutas)


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Associação Internacional dos Trabalhadores - 150 anos


Banco do Brasil pagará adicional de insalubridade por ruído de máquina de contar dinheiro

                                                                           
O Banco do Brasil foi condenado a pagar adicional de insalubridade por ruído de máquina de contar dinheiro a um bancário exposto diariamente a ruído de 96 decibéis. A 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho considerou que o limite de tolerância máxima diária é de 95 decibéis para duas horas de exposição. 

Com a decisão, o relator ministro José Roberto Freire Pimenta, rejeitou o exame do mérito de recurso do Banco do Brasil contra decisão que já havia determinado o pagamento de indenização ao funcionário.

A condenação foi imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, que autorizou ao bancário o adicional em grau médio. Ele trabalhou por mais de sete anos no Setor Regional de Tesouraria (Seret) do BB em Santa Maria (RS) e não recebeu protetores auditivos adequados para eliminar a insalubridade decorrente das máquinas contadoras de cédulas.

Ao recorrer ao TST, o Banco do Brasil alegou que a atividade desenvolvida pelo empregado não era insalubre ou penosa, nem havia qualquer indicativo de perda auditiva ou prejuízo à saúde dos trabalhadores do setor, porque, segundo o empregador, o nível de ruído dentro da agência seria normal. Sustentou também que não havia prova conclusiva de que o percentual de ruído ou decibéis "agrediu o trabalhador acima dos níveis de tolerância permitido".

O ministro Pimenta destacou informação da perícia de que o nível de ruído no ambiente de trabalho variava de 87 a 96 decibéis e que, conforme depoimento de representante do banco, as máquinas ficavam ligadas entre uma hora e meia e duas horas por dia. O laudo esclareceu ainda que elevados níveis de ruído, sem abafadores do tipo "em concha" ou protetores auriculares, podem causar "sérios danos ao sistema auditivo, de chiados e zumbidos até surdez permanente e irreversível".

"Considerando que o limite de tolerância máxima diária é de 95 decibéis para duas horas de exposição, conforme previsto no Anexo 1 da NR 15 da Portaria 3.214/78, e que esse ruído era extrapolado, deve ser mantido o pagamento do adicional de insalubridade, conforme decidido pelo TRT-RS", afirmou o relator.

A turma não conheceu do recurso de revista por não constatar, na condenação, contrariedade ao item I da Súmula 448 do TST, nem violação dos artigos 7º, inciso XXIII, da Constituição da República e 189 da CLT — itens alegados pelo banco. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. (Com a Conjur)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Desperdício de oxigênio em hospitais


                                                                
Oxigênio do Hospital Galba Velloso (HGV), utilizado para tratamento de pacientes em hospitais, está sendo utilizado para secagem de materiais na Central de Material Esterilização (CME). 

O desperdício acontece há mais de um ano e de acordo com os trabalhadores começou depois que o compressor de ar comprimido destinado a este serviço estragou.

Cada cilindro custa cerca de cinco vezes mais que um novo compressor.   

Segundo servidores, o uso indevido do cilindro já deixou pacientes sem oxigênio e foi preciso adiar cirurgias eletivas. Toda esta situação acontece com orientação da chefia do hospital e com a conivência da direção da Fhemig.

A denúncia foi feita ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG) que encaminhou os relatos e as provas ao Ministério Público Estadual. Uma reunião entre a diretoria do Sindicato e a promotoria de saúde deve acontecer na próxima semana.  


Bancos só querem mais lucros, nada de pagar melhores salários

                                                        
                                                          Iguatu/Divulgação 

A 6ª edição do estudo “Desempenho dos Bancos”, divulgada ontem (22) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra mais uma vez um quadro de contradição entre o setor patronal e os empregados da categoria bancária: enquanto os lucros do setor apresentaram um aumento volumoso no primeiro semestre de 2014, houve grave redução na quantidade de postos de trabalho disponíveis. O estudo está disponível para download no site do Dieese.

Entre os números da pesquisa, o que mais se destaca é o do aumento da margem de lucro dos seis maiores bancos do Brasil, que juntos cresceram seus ativos líquidos em R$ 28,4 bilhões nesses seis meses - um aumento de 14,3% no comparativo do mesmo período de 2013. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander e HSBC acumulam ativos de R$ 5,1 trilhões, 80% de todo o sistema financeiro.

Este saldo positivo do balanço patrimonial não se reflete na relação que os bancos têm com seus empregados e clientes, infelizmente. No mesmo período, o Dieese registrou o fechamento de 9.095 postos de trabalho entre as seis corporações - fato atenuado apenas pelo último concurso da Caixa, que contratou 4.143 pessoas por todo o Brasil. Quanto à relação com o consumidor, o grupo agravou o peso das tarifas que cobra sobre seus serviços em 9,7%, em média, com especial destaque para o Itaú Unibanco: apenas nos últimos 12 meses, esse valor subiu 16,3%. A estratégia de compensar a redução de juros no crédito com uma elevação dramática nos encargos tarifários é evidente.

Greve é inevitável

É diante deste quadro que a categoria bancária entrou em campanha salarial em 2014, com o objetivo mínimo de conquistar 12,5% de aumento (aumento real de 5,4%). A Fenaban ofereceu apenas 7% depois de várias rodadas de negociação, ignorando a reinvindicação de equiparação do piso salarial com o sugerido pelo Dieese, de R$ 2.979,25.

Para Adilson Araújo, presidente da CTB, a situação exige a mobilização dos bancários por todo o Brasil: “A categoria padece de uma série de doenças e de insegurança, causados pelo falta de investimentos, já que a maioria dos bancos entende que investir em segurança faz parte da conta das despesas. 

Mesmo à luz da gravidade da crise, nada tem afetado o sistema financeiro nacional. Se verificarmos a alta lucratividade da categoria nos últimos anos, teremos a clareza de que é possível procurar um patamar mais elevado na campanha salarial”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) indica forte possibilidade de greve do setor a partir do dia 30, até o momento.

(Com Renato Bazan - Portal CTB)

Greves de docentes da USP e da UNESP terminam vitoriosas

                                                               
                                                                                

ANDES - Os docentes da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) voltaram à atividade na manhã de segunda-feira (22) após uma grande greve, que trouxe vitórias importantes à categoria. Os professores de USP e Unesp se somaram aos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que, por conta das conquistas do movimento, já haviam suspendido a greve.

Depois de muita luta e negociação, os professores das três universidades estaduais paulistas conquistaram um reajuste de 5,2% pago em duas parcelas, além de um abono de 28,6% referente aos meses sem reajuste após a data-base. 

Essas conquistas garantiram que os docentes não tivessem perdas salariais no ano de 2014. No entanto, a disputa de projeto de universidade pública continua, apesar da vitória parcial do movimento dos docentes, técnico-administrativos e estudantes.

César Minto, diretor da Adusp SSind. e representante do Fórum das Seis - frente que agrega os sindicatos de docentes e técnico-administrativos das três universidades-, afirma que a comunidade acadêmica deve ficar atenta à tentativa de implantação de outro projeto de universidade pública por parte do governo estadual e das reitorias, em especial a da USP. Como tarefa para a categoria para o próximo período, Cesar Minto também aponta a necessidade de seguir a luta por mais recursos para USP, Unicamp e Unesp.

Minto ainda lamenta a quantidade de dias em que as universidades ficaram paradas por conta da greve. "Se não fosse a intransigência dos reitores em não negociar o reajuste na data-base e em não acreditar ser necessário buscar mais recursos para as universidades, não seria preciso fazer uma greve que, na USP, por exemplo, durou 118 dias", afirmou o professor.

Com informações de Adusp – Seção Sindical do ANDES-SN e imagem de Sintusp.